STIANOR REPUDIA DESPEDIMENTO COLETIVO E LAMENTA A INGRATIDÃO DA EMPRESA PARA COM OS TRABALHADORES
O Sindicato tomou conhecimento de um despedimento coletivo na GENCOAL de cerca de 100 trabalhadores que, desde já, repudiamos e denunciamos.
Soubemos ainda dos critérios de seleção dos trabalhadores a despedir. O Sindicato repudia ainda veementemente que a empresa tenha adotado critérios de produtividade, de comportamento, de empenho e do histórico de infrações disciplinares cometidas para escolher os trabalhadores a despedir. E não deixa de ser sintomático que todos os trabalhadores que aderiram à greve em Dezembro/2023 estão na lista do despedimento.
Não há dúvidas: o verdadeiro objectivo da GENCOAL é ver-se livre dos trabalhadores mais reivindicativos, por um lado, e dos que deram a sua vida de trabalho ao serviço da empresa, por outro. Trabalhadores que desgastaram a sua saúde física e, até, mental ao longo de tantos anos para corresponder às elevadas exigências laborais da fábrica, sob ritmos de trabalho altamente stressantes e, por vezes, alucinantes, para, agora, serem completamente desvalorizados e motivo de rejeição e despedimento.
A GENCOAL empurra pela porta fora uma centena de trabalhadores que ali deixaram uma vida inteira de trabalho, revelando uma enorme insensibilidade social e, acima de tudo, uma tremenda ingratidão para com uma força de trabalho que alavancou a empresa durante longos anos, que enfrentou as dificuldades da pandemia de COVID 19 e que sempre correspondeu às necessidades da fábrica nas horas de aperto. Agora que não precisa deles e os considera incómodos e/ou improdutivos, a GENCOAL rejeita-os, despedindo-os, não querendo saber do seu futuro e das suas famílias.
